A Apple, conhecida por revolucionar o mercado com dispositivos sofisticados e tecnologia de ponta, chamou atenção desta vez por um lançamento bem diferente do habitual — e surpreendentemente simples. A empresa anunciou o Pocket, um acessório de tecido desenvolvido para carregar qualquer modelo de iPhone, além de itens como AirPods e pequenos objetos do dia a dia. O produto foi lançado na sexta-feira (14) e chegará ao mercado em várias cores.
Segundo Molly Anderson, vice-presidente de design industrial da Apple, a criação nasceu de uma colaboração com a marca ISSEY MIYAKE, famosa por seu minimalismo.
“A Apple e a ISSEY MIYAKE compartilham a valorização do artesanato e da simplicidade”, afirmou. “O Pocket é uma extensão natural dessa visão: funcional, reconhecível e pensado para trazer praticidade ao cotidiano.”
Mas, apesar da proposta simples, o que realmente chamou atenção foi o preço. Inspirado no conceito de “um pedaço de pano”, como a própria Apple descreve, o Pocket chega ao mercado custando:
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US$ 149,95 (aprox. R$ 792) na versão curta
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US$ 229,95 (aprox. R$ 1.214) na versão longa
Nas redes sociais, a reação foi imediata — e majoritariamente bem-humorada.
“US$ 230 por uma meia cortada. Quem usa Apple compra qualquer coisa, desde que tenha o logo”, ironizou um usuário no X (antigo Twitter).
Outros compararam o acessório ao famoso traje verde-limão do personagem Borat, fazendo montagens e brincadeiras sobre a semelhança visual: “Mesma vibe”, comentou outro internauta ao colocar uma foto do Pocket ao lado do figurino do personagem.
E no Brasil?
Se nos Estados Unidos o preço já causa estranhamento, no Brasil a situação é ainda mais distante da realidade da maior parte dos consumidores. Cotado acima dos R$ 1.200, o Pocket custa mais caro que muitos celulares intermediários vendidos no país. Nas redes brasileiras, a reação foi de perplexidade:
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“Por esse preço, espero que venha com o iPhone dentro”, comentou um usuário.
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“Meia de iPhone de mil reais? Aqui a gente usa a capinha da feirinha e tá tudo certo”, brincou outra internauta.
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“Brasil sendo Brasil: já já aparece uma versão igual por R$ 20 na 25 de Março”, ironizou um terceiro.
Mesmo com o alto custo, o lançamento segue a estratégia da Apple de criar acessórios premium que se transformam em objetos de desejo — mas, neste caso, também em memes e debates sobre até onde vai a influência da marca.
No fim das contas, o Pocket pode até ser minimalista, mas o preço definitivamente não é.
