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Paraná em alerta: quase 3 mil hospitalizações por SRAG em pouco mais de um mês e campanha de vacinação ganha urgência

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) lançou um novo alerta à população sobre a circulação intensificada de vírus respiratórios no estado — e reforça que vacinas e prevenção são fundamentais para evitar colapsos no sistema de saúde. Segundo o 19º Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios de 2025 (período entre 4 de outubro e 8 de novembro), foram registrados 2.884 novos casos de hospitalização por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Paraná.

O cenário atual

  • No intervalo entre os dias 4 de outubro e 8 de novembro, a Sesa contabilizou 2.884 internações por SRAG no estado.

  • O boletim faz parte do monitoramento sobre vírus como influenza, SARS-CoV-2, vírus sincicial respiratório (VSR) e outros vírus respiratórios.

  • Em comunicado, a Sesa reforçou que o aumento de casos exige ação rápida: disponibilização de leitos hospitalares, testes diagnósticos ágeis e vacinação em grupos prioritários.

Por que a preocupação?

  • A SRAG é uma forma grave de infecção respiratória, caracterizada por falta de ar, saturação de oxigênio baixa ou necessidade de internação.

  • Altos índices de hospitalização sobrecarregam UTIs e clínicas gerais, impactando também outros atendimentos no sistema de saúde.

  • A sazonalidade — em especial no outono/inverno — favorece a circulação de vírus respiratórios; somado a isso, a baixa cobertura vacinal e convivência de múltiplos vírus aumentam o risco de quadros graves.

Vacinação e prevenção: o chamado da Sesa

Diante desse panorama, a Sesa reforça algumas orientações cruciais:

  1. Vacinar-se contra a gripe (influenza) — especialmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.

  2. Atenção aos sintomas: febre, tosse, dor de garganta, desconforto respiratório — ao perceber estes sinais, procurar atendimento rapidamente.

  3. Medidas básicas de proteção: higienizar as mãos, garantir ventilação adequada nos ambientes fechados, evitar aglomerações e usar máscara em caso de sintomas ou vulnerabilidade.

  4. Monitorar grupos de risco: crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas são mais suscetíveis à SRAG.

  5. Acompanhar os boletins e orientações oficiais — os municípios e a Sesa estão em regime de alerta e ações emergenciais estão em andamento.

O que o leitor pode fazer agora

  • Verifique se você está em dia com sua vacina da gripe — procure o posto de saúde mais próximo.

  • Se tiver sintomas respiratórios persistentes ou agravamento, não espere: procure atendimento.

  • Fique atento aos boletins municipais ou estaduais para saber sobre possíveis campanhas, abertura de leitos ou medidas específicas em sua região.

  • Se puder, reduza exposição em ambientes fechados com pouca ventilação, sobretudo se estiver com sintomas ou for de grupo vulnerável.