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A Xiaomi lançou globalmente seus novos smartphones topo de linha, o Xiaomi 17 e o 17 Ultra, posicionando os aparelhos para competir no segmento premium com marcas como Samsung e Apple.

Mesmo diante de uma forte alta nos preços dos chips de memória — que subiram entre 80% e 90% no primeiro trimestre, segundo a Counterpoint Research — a empresa manteve os valores próximos aos do modelo anterior. O Xiaomi 17 parte de 999 euros, enquanto o 17 Ultra começa em 1.499 euros.

A escassez de memória, impulsionada pela priorização de chips para data centers de inteligência artificial, pressiona os custos de produção. Projeções indicam que os preços dos smartphones podem subir nos próximos anos, enquanto o mercado global pode enfrentar retração em 2026 devido à crise de semicondutores.

Analistas avaliam que fabricantes com maior presença no segmento premium tendem a absorver melhor o aumento de custos. No entanto, como grande parte das vendas da Xiaomi está concentrada na linha intermediária, a empresa pode enfrentar mais desafios caso seja necessário repassar aumentos ao consumidor.

A própria companhia já sinalizou que o setor pode ser forçado a reajustar preços em 2026, diante do cenário persistente de pressão nos componentes.