A cientista e professora da Unicamp, Soledad Miller, está sob investigação por suspeita de ter retirado amostras virais sem autorização do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada, ligado ao Instituto de Biologia da universidade.
O laboratório, considerado de alta relevância, conta com estruturas que operam nos níveis 2 e 3 de biossegurança. No nível 3, são manipulados agentes com alto risco individual, capazes de provocar doenças graves ou até fatais, embora muitas delas tenham prevenção e tratamento.
Soledad chegou a ser detida, mas atualmente responde ao processo em liberdade. De acordo com a cronologia do caso, as amostras desapareceram em 13 de fevereiro e foram localizadas no dia 23 de março.
As investigações indicam ainda que o material pode ter sido manuseado de forma inadequada, com fragmentos sendo encontrados em diferentes laboratórios da própria universidade.
Também há indícios de que a professora contou com o auxílio de uma mestranda para acessar áreas restritas às quais não tinha permissão de entrada.
Embora ainda não haja confirmação completa sobre todos os vírus envolvidos, já se sabe que as amostras continham H1N1 e H3N2, variantes do vírus influenza responsáveis pelas gripes do tipo A, as mais comuns.
