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As plataformas de second hand, conhecidas como brechós de luxo, estão crescendo em um ritmo que já ultrapassa o das próprias grifes tradicionais.

Sites como The RealReal e Vestiaire Collective registraram aumento médio de 10% nas vendas em 2025, enquanto marcas icônicas como Louis Vuitton, Gucci e Chanel seguem com crescimento estável.

O fenômeno não é pequeno: o mercado de artigos de segunda mão já movimenta cerca de US$ 56 bilhões por ano — quase três vezes mais do que há dez anos.

A Geração Z, por exemplo, gastou 7% menos com produtos de luxo novos em 2024, mas aumentou significativamente sua presença nas plataformas de revenda.

E o mais curioso: nem tudo perde valor com o tempo. Bolsas da Hermès são revendidas por até 25% acima do preço original, e relógios Rolex chegam a custar 20% mais no mercado de segunda mão.

O que antes era “usado”, hoje virou investimento. No fim das contas, o luxo vintage mostra que o passado pode, sim, valer mais do que o presente.