Matéria na Íntegra

O preço do barril de petróleo subiu 5% após os Estados Unidos anunciarem novas sanções contra duas grandes empresas russas — Rosneft e Lukoil — fazendo o valor chegar a US$ 66, o maior patamar em cinco meses.

A decisão, que representa a primeira medida direta do governo Trump contra Moscou, foi tomada em resposta à guerra na Ucrânia.

Na prática, as sanções devem dificultar as operações de países como China e Índia, principais compradores do petróleo russo. Só em 2024, a China importou mais de 100 milhões de toneladas de petróleo bruto da Rússia — o equivalente a cerca de 20% de toda a sua demanda energética.

Agora, as refinarias chinesas e indianas terão de buscar novos fornecedores para evitar punições financeiras impostas pelo Ocidente.

O Reino Unido já havia aplicado sanções semelhantes nas últimas semanas;
E a União Europeia aprovou um novo pacote de restrições, incluindo a proibição da importação de gás natural liquefeito russo.

Com esse cenário, aumenta a incerteza no mercado global de energia e o temor de novas altas no preço do petróleo, o que pode resultar em combustíveis mais caros ao consumidor final.