Uma comissão de direitos humanos das Nações Unidas documentou centenas de casos em que pilotos de drones russos alvejaram civis na cidade de Kherson, localizada no sul da Ucrânia. A comissão concluiu que essas ações constituem crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
Há mais de um ano, operadores russos rotineiramente lançam drones em Kherson, lançando granadas de mão em civis que estavam em calçadas ou trabalhando em seus jardins. O relatório também observou ataques a ambulâncias e equipes de bombeiros, com drones às vezes pairando sobre edifícios em chamas para alvejar bombeiros que chegavam.
De acordo com o relatório da comissão, esses atos, que aparecem como crueldades isoladas, faziam parte de um padrão intencional projetado para criar um “clima permanente de terror” e obrigar os moradores a deixar Kherson. Ucranianos se referem a essa prática de caçar civis como um “safári de drones”.
O relatório concluiu que esses ataques foram cometidos como parte de uma política coordenada para transferir à força a população desses territórios, equivalendo ao crime contra a humanidade de transferência forçada de população. A Rússia negou ter como alvo civis, mas se recusou a cooperar com os investigadores.
À medida que os drones se tornaram mais proeminentes na guerra, seu papel na prática de crimes de guerra também aumentou, conforme destacado no relatório.
