Michel Temer volta aos holofotes — agora, nos bastidores do poder e do mercado financeiro
Você pode se lembrar de Michel Temer como o vice-presidente que assumiu o comando do país após o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. Mas, longe dos cargos públicos, o ex-presidente continua ativo — e influente — nos bastidores políticos e econômicos do Brasil.
Nos últimos meses, Temer tem atuado como uma espécie de mediador estratégico em disputas bilionárias e negociações sensíveis.
Um dos casos mais recentes é sua contratação pelo Banco Cruzeiro do Sul, instituição que faliu em 2012, para intermediar uma disputa de mais de R$ 4 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Antes disso, ele já havia exercido papel semelhante no Banco Master, auxiliando nas tratativas de venda para o Banco de Brasília (BRB) — operação que acabou barrada pelo Banco Central por ser considerada de alto risco.
Mas as movimentações de Temer não se limitam ao setor financeiro.
Nos bastidores de Brasília, o ex-presidente segue articulando alianças políticas e conversas estratégicas. Fontes próximas afirmam que ele foi sondado pelo PSDB para uma eventual candidatura à Presidência da República nas próximas eleições — embora, por enquanto, nada esteja confirmado.
Além disso, Temer tem buscado se posicionar como um agregador do campo de centro-direita, dialogando com governadores como Eduardo Leite, Ratinho Jr., Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Tarcísio de Freitas.
Discreto, mas sempre presente, Michel Temer parece jogar um novo tipo de xadrez político: fora dos holofotes, mas movendo peças decisivas tanto na economia quanto no poder.
