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Pedalar é o novo normal: a revolução das bicicletas na Europa

Nos últimos anos, as bicicletas deixaram de ser um meio de lazer restrito a trilhas e parques e se tornaram parte essencial da rotina urbana europeia. Pedalar virou sinônimo de liberdade, saúde e sustentabilidade.

A transformação ganhou força durante a pandemia, quando o transporte público se tornou um risco à saúde. Nesse cenário, a bicicleta emergiu como uma alternativa segura e eficiente para deslocamentos diários.

No primeiro semestre de 2020, o uso e as vendas de bicicletas cresceram 50% em relação ao ano anterior em diversas cidades da Europa. O que começou como uma solução temporária virou um novo estilo de vida — e as capitais passaram a se redesenhar para acolher os ciclistas.

Bruxelas e Milão lideraram essa mudança, substituindo vagas de estacionamento por quilômetros de ciclovias. E os resultados são expressivos:

‍♂️ Londres já registra dois ciclistas para cada carro nas ruas.
‍♀️ Paris viu o tráfego de bicicletas ultrapassar o de automóveis em vários pontos da cidade.
Na Holanda, o número de pessoas que pedalam para o trabalho aumentou 57% apenas no último ano.

Mais do que uma tendência, o movimento tem impacto direto no meio ambiente. Segundo a Federação Europeia de Ciclistas, escolher pedalar em vez de dirigir evita a emissão de 16 milhões de toneladas de CO₂ por ano — um passo significativo rumo a cidades mais limpas e sustentáveis.

Uma bicicleta elétrica alugada é vista estacionada em uma área de pedestres do lado de fora da Galeria Nacional em Londres