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Documento propõe ampliar investimentos em habitação, criar secretaria da mulher e fortalecer políticas sociais no orçamento de 2026

Representantes do Movimento Comunitário de Ponta Grossa entregaram uma Carta Aberta à Câmara Municipal, solicitando o aumento dos recursos destinados à moradia popular no Orçamento Público Municipal de 2026. O documento foi recebido pelo presidente da Câmara, vereador Júlio Kuller, e pelo presidente da Comissão de Finanças, vereador Paulo Balancim.

A iniciativa nasceu durante o 1º Congresso do Movimento Comunitário, realizado no fim de outubro, que reuniu lideranças de bairros, coletivos juvenis, movimentos sociais e organizações populares. O encontro teve como tema “A cidade que queremos e o orçamento público municipal”, com foco na construção de propostas para fortalecer as políticas públicas nos territórios.

Entre as principais pautas apresentadas na Carta estão:

  • Ampliação dos recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social;

  • Criação da Secretaria Municipal da Mulher;

  • Fortalecimento do programa “Alimentando a Vida”;

  • Reativação do Conselho Municipal da Juventude;

  • Transformação da Escola Velha de Itaiacoca em um Centro de Treinamento da Agricultura Familiar.

Segundo Gerveson Tramontin, líder da União por Moradia Popular de Ponta Grossa e Região, a entrega do documento representa um passo importante para fortalecer a participação popular na gestão pública.

“O Congresso mostrou que a população quer participar das decisões sobre o orçamento público. Agora é hora de transformar esse debate em ação, garantindo que a moradia e os direitos sociais sejam prioridade no planejamento da cidade”, afirmou Tramontin.

O movimento ressalta que a Carta Aberta não é apenas uma reivindicação, mas uma contribuição concreta ao processo de elaboração do orçamento municipal, construída coletivamente por moradores e entidades de diferentes regiões.

Assinam o documento: Central de Movimentos Populares (CMP), Associação União das Mulheres dos Campos Gerais (AUMCG), Associação de Apoio à Juventude (AAJ), Associação Agroecológica da Agricultura Familiar e a União por Moradia Popular de Ponta Grossa e Região.

Por: Hurlan de Jesus