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Com a colheita da soja praticamente finalizada, o foco dos produtores dos Campos Gerais passa a ser o milho segunda safra, conhecido como safrinha, que já está em desenvolvimento nas lavouras da região. A expectativa é de que essa etapa seja determinante para o desempenho econômico do setor em 2026.

No Paraná, a produção total de milho — somando a primeira e a segunda safra — está estimada em cerca de 17,5 milhões de toneladas, com rendimento médio de aproximadamente 6.125 quilos por hectare. A maior parte desse volume vem justamente da safrinha, consolidando sua importância estratégica dentro do calendário agrícola.

Apesar do protagonismo, o milho safrinha apresenta desafios maiores em comparação à soja. Por ser cultivado em uma janela mais tardia, o cereal fica mais exposto a riscos climáticos, como a redução das chuvas ao longo do outono, a possibilidade de geadas durante o inverno e a maior sensibilidade aos custos elevados de insumos, especialmente fertilizantes nitrogenados.

Mesmo diante dessas incertezas, o cenário de mercado tende a ser mais favorável ao milho no curto prazo. A demanda interna aquecida, principalmente para produção de ração e proteína animal, somada ao bom ritmo das exportações, pode contribuir para sustentar os preços.

Ainda assim, especialistas apontam que a rentabilidade do produtor dependerá diretamente da produtividade alcançada nas lavouras. Com custos de implantação elevados, qualquer variação no desempenho da safra pode impactar significativamente o resultado financeiro do ano agrícola.

Nos Campos Gerais, o milho safrinha segue como peça-chave para fechar a conta do produtor e manter o ritmo do agronegócio na região.