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Durante muitos anos, os resíduos sólidos no Brasil eram destinados a lixões, áreas a céu aberto sem qualquer preparo técnico. Essa prática representava sérios riscos ao meio ambiente e à saúde pública, podendo contaminar o solo, os rios e até mesmo o lençol freático.

Mesmo proibidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), os lixões ainda fazem parte da realidade de diversas cidades. Dados do IBGE (2024) mostram que 31,9% dos municípios brasileiros ainda utilizam esse tipo de destinação inadequada para o lixo.

A alternativa correta e ambientalmente segura é o aterro sanitário. Nesse modelo, técnicas especializadas garantem a impermeabilização do solo, o manejo adequado do lixiviado (o chamado chorume) e o controle dos gases liberados durante a decomposição. Esses gases, por sua vez, podem ser reaproveitados como fonte de energia ou combustível, transformando o que antes era problema em oportunidade sustentável.

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