Para quem acompanhou a controvérsia envolvendo “Sina de Ofélia”, ficou evidente que a combinação entre músicas criadas por inteligência artificial e direitos autorais ainda é um terreno delicado. Em meio a esse debate, o Google apresentou o Lyria 3, ferramenta integrada ao Gemini capaz de compor músicas por meio de IA.
O grande diferencial está na tentativa de oferecer maior segurança jurídica. Ao contrário de plataformas que reproduzem ou imitam vozes de artistas conhecidos, o Lyria 3 cria letras originais e trabalha com referências de estilo, evitando a cópia direta ou a simulação de cantores específicos.
A proposta é dar autonomia ao usuário: é possível ajustar características como o tipo de vocal, o ritmo da faixa e até a atmosfera sonora — que pode variar entre algo mais clássico e suave ou um som vibrante, digno de festival.
A novidade também inclui integração com o modelo Nano Banana, responsável por gerar automaticamente a capa do single criado. Outro foco estratégico é a conexão com o YouTube Shorts, ampliando o uso da ferramenta para criadores de conteúdo.
Pensando na proteção autoral, o sistema adiciona ainda uma marca d’água invisível que identifica a origem algorítmica do áudio. A intenção é permitir que criadores utilizem trilhas sonoras sem o risco de notificações por direitos autorais ou perda de monetização.
Em síntese, a proposta é usar a própria inteligência artificial para minimizar os conflitos que ela mesma ajudou a intensificar no universo musical digital.
