As Forças Armadas dos Estados Unidos estão ampliando de forma expressiva sua presença aérea e naval no Oriente Médio às vésperas das negociações previstas com o Irã, que devem ocorrer em Genebra na próxima terça-feira. O reforço tem dois objetivos principais: aumentar a pressão sobre Teerã e manter prontas alternativas militares caso as conversas sobre o programa nuclear iraniano não avancem.
Fontes familiarizadas com as movimentações afirmam que meios da Força Aérea americana posicionados no Reino Unido — entre eles aviões-tanque de reabastecimento e caças — estão sendo deslocados para áreas mais próximas do Oriente Médio, ampliando a capacidade operacional na região.
Além disso, os Estados Unidos seguem enviando sistemas de defesa antiaérea para pontos estratégicos, segundo um oficial americano. Unidades militares que já estavam destacadas no Oriente Médio e que tinham previsão de retorno nas próximas semanas tiveram suas permanências estendidas, conforme relato de outra fonte com conhecimento direto do tema.
Dados de monitoramento de voos indicam que dezenas de aeronaves cargueiras militares transportaram equipamentos dos EUA para países como Jordânia, Bahrein e Arábia Saudita nas últimas semanas, reforçando a infraestrutura logística e operacional americana.
Na noite de sexta-feira, diversas aeronaves de combate receberam autorização diplomática para cruzar o espaço aéreo jordaniano, conforme registros de comunicações de tráfego aéreo disponíveis publicamente. Imagens de satélite também apontam que 12 caças F-15 dos Estados Unidos estão posicionados desde 25 de janeiro na Base Aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, consolidando a presença militar no entorno do Irã.
O movimento é interpretado por analistas como um sinal de que Washington busca negociar a partir de uma posição de força, mantendo aberta a possibilidade de ação militar caso as tratativas diplomáticas não resultem em avanços concretos.
