Bitcoin Despenca para o Menor Nível Desde Abril em Meio a Pressões Globais e Saída de Investidores
O mercado de criptomoedas vive um de seus momentos mais delicados dos últimos anos — e o Bitcoin, principal ativo digital do mundo, está no centro da turbulência. Nesta semana, a maior criptomoeda voltou a registrar fortes perdas, atingindo US$ 86 mil, o valor mais baixo desde abril.
Nas últimas 24 horas, dois movimentos pesados aceleraram a queda:
Mineradores despejaram US$ 172 milhões em BTC
Foi a maior liquidação em seis semanas, aumentando subitamente a oferta da moeda no mercado.
ETFs tiveram saídas de US$ 278 milhões
Fundos gigantes, como BlackRock e Fidelity, lideraram o fluxo negativo — um sinal claro de menor apetite institucional.
Esse conjunto de fatores puxou o preço ainda mais para baixo. Só no último mês, o Bitcoin derreteu mais de 20%. No acumulado de 12 meses, já são mais de 8% de queda. E pela primeira vez no ano, o ativo virou para o campo negativo — algo raro para uma criptomoeda que só apresentou três anos de retorno negativo desde 2010.
O que está por trás desse tombo?
A origem da tempestade vem de um indicador tradicional da economia dos EUA: o payroll, relatório que mede a criação de empregos no país.
Em setembro, os Estados Unidos criaram 119 mil vagas, mais do que o dobro do esperado.
Esse dado fortaleceu a tese de que a economia americana continua aquecida — e abriu espaço para o Federal Reserve (Fed) manter os juros altos por mais tempo.
Juros altos x Cripto
Quando o mercado entende que o Fed não deve cortar juros, a reação é imediata:
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investidores procuram ativos mais seguros;
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mercados voláteis, como o de criptomoedas, perdem fluxo;
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a liquidez diminui;
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e qualquer movimento de venda se transforma em efeito dominó.
Foi exatamente o que aconteceu.
Uma avalanche que arrasta todo o mercado
A combinação de juros altos, fuga de investidores institucionais, liquidações de mineradores e perda de confiança criou um ambiente de pressão inédita.
O resultado?
US$ 1,1 trilhão sumiu do mercado cripto nas últimas seis semanas.
A queda atual coloca o Bitcoin no caminho de um dos anos mais difíceis de sua história recente — contrastando com seu movimento habitual de recuperação rápida após períodos de instabilidade.
Para especialistas, o momento exige cautela: o cenário macroeconômico domina o humor dos investidores e deve continuar ditando o ritmo das criptomoedas até que haja uma sinalização clara do Fed sobre redução dos juros.
