O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) revelou a presença do PCC em um esquema milionário de falsificação e contrabando de agrotóxicos, movimentando cerca de R$ 20,8 bilhões por ano no país.
A descoberta ocorreu durante uma operação em Franca (SP) voltada ao combate à agiotagem. Durante as investigações, mensagens interceptadas mostraram dois membros da facção negociando agrotóxicos destinados a lavouras de café. Ambos foram presos.
Nas conversas, os criminosos mencionavam um pagamento de R$ 40 mil referente a uma carga de “veneno” e relatavam um calote em outra transação. O comprador envolvido teria adquirido defensivos agrícolas roubados e, segundo os relatos, seria “colocado na lista”.
Em julho, o MP-SP já havia apreendido mais de 30 mil embalagens que seriam usadas para falsificar agrotóxicos — uma das maiores ações do tipo no estado.
De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteira (Idesf), o mercado clandestino de agrotóxicos funciona por meio de quatro principais práticas criminosas:
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Roubo de cargas com produtos químicos regulares;
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Falsificação de defensivos agrícolas misturando substâncias legais e ilegais;
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Contrabando de produtos proibidos no país;
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Desvio de finalidade, quando itens legalizados são importados para adulteração.
O avanço desse comércio ilegal representa não apenas uma ameaça econômica, mas também um grave risco à saúde pública e ao meio ambiente.
