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Depois de um período de instabilidade, o mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo voltou a crescer com força total. A taxa de vacância caiu para 12,8% no terceiro trimestre de 2025, o menor índice já registrado — uma redução de 5 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Com a alta demanda, os preços também dispararam: o aluguel médio atingiu R$ 142 por metro quadrado, um avanço de 2,5% no trimestre. Em regiões premium como Faria Lima e Vila Olímpia, o valor ultrapassa R$ 280/m².

O movimento é impulsionado pela volta dos grandes bancos, fundos e startups aos espaços físicos, priorizando escritórios modernos, tecnológicos e bem localizados. A retomada do trabalho presencial, que começou com pequenas e médias empresas e agora é liderada por grandes corporações, tem acelerado ainda mais essa expansão.

O cenário resultou em prédios praticamente lotados e salas disputadas, consolidando São Paulo como o principal polo corporativo do país. Atualmente, a cidade conta com 133 edifícios de alto padrão, e regiões como Rebouças e Chucri Zaidan já estão com ocupação próxima de 100%.

Mas o movimento não se restringe à capital paulista: Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre também registram aumento na procura por escritórios modernos, enquanto o Rio de Janeiro começa a dar sinais tímidos, porém consistentes, de recuperação.

Tudo indica que o mercado corporativo brasileiro está entrando em uma nova fase de expansão, impulsionado pela confiança empresarial e pela busca por ambientes que unam infraestrutura, localização e inovação.