Matéria na Íntegra

Uber quer transformar o tempo parado dos motoristas em dinheiro — com ajuda da inteligência artificial!

A Uber anunciou um programa piloto que promete mudar a forma como seus motoristas e entregadores ganham dinheiro. A ideia é simples (mas poderosa): permitir que eles realizem pequenas tarefas digitais — como enviar fotos, gravar áudios em vários idiomas e digitalizar documentos — e recebam por isso, mesmo quando não estão em uma corrida.

“Mas isso é a nova forma de fazer dinheiro?” Sim — e o segredo está em duas letras que você já conhece bem: AI.

Essas atividades servem para alimentar e treinar modelos de inteligência artificial, ajudando sistemas a entender melhor imagens, vozes e textos. O projeto já foi testado na Índia e agora está chegando aos Estados Unidos.

A sacada da Uber é estratégica: a empresa percebeu que, para muitos motoristas, ela não é apenas uma plataforma de corridas, mas uma fonte principal de renda. E se esses profissionais passam parte do tempo esperando por novas viagens, por que não usar esses minutos para gerar valor — tanto para a Uber quanto para eles?

Com isso, a companhia entra de vez no bilionário mercado de curadoria de dados, um setor essencial para o avanço da inteligência artificial generativa. Empresas como a Scale AI, por exemplo, já levantaram US$ 14 bilhões oferecendo serviços parecidos para gigantes como a Meta.

No fim das contas, a Uber quer diversificar suas fontes de receita e manter os motoristas mais engajados, transformando cada segundo ocioso em uma nova oportunidade de faturar — e de acelerar o futuro da IA.