Do pace ao pregão: Strava se prepara para abrir capital nos EUA
O Strava, aplicativo queridinho dos corredores e ciclistas, está se preparando para abrir capital nos Estados Unidos — um passo que pode consolidar sua posição como um dos maiores ecossistemas fitness do mundo digital.
Criado em 2009, o Strava ganhou fama por unir rede social e desempenho esportivo, tornando-se o “Instagram dos corredores”. Durante a pandemia, o app viveu seu auge, com um crescimento explosivo na base de usuários.
Impulsionado pela alta do setor de bem-estar e pelo aumento de novos atletas amadores, o aplicativo registrou um salto de 80% nos downloads em 2025, alcançando 50 milhões de usuários ativos mensais.
Atualmente avaliado em US$ 2,2 bilhões, o Strava obtém grande parte de sua receita com o Strava Premium — plano de assinatura de US$ 12 por mês — que já movimentou mais de US$ 180 milhões neste ano.
Para sustentar o ritmo, a empresa tem investido pesado em aquisições estratégicas: comprou o Runna, app britânico de treinos personalizados, e o The Breakaway, voltado para ciclistas.
Bastidores da corrida: por trás da expansão, o Strava trava uma disputa silenciosa com sua principal rival, a Garmin — que vai desde processos por patentes até ameaças de rompimento na integração entre os apps.
O sprint agora é outro: conquistar o mercado financeiro sem perder o fôlego entre atletas e investidores.
