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Direção autônoma: Tesla volta a ser investigada nos EUA, enquanto o Brasil ainda não tem regras claras para o setor

 

Nos Estados Unidos, a Tesla volta ao centro das atenções após novas investigações sobre a segurança de seu sistema de direção autônoma, o Full Self Driving (FSD). A Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA) abriu sua sexta investigação envolvendo veículos da montadora, após relatos de condução perigosa, avanço de sinais vermelhos, trânsito na contramão e acidentes com feridos.

Apesar das críticas, as autoridades norte-americanas têm poder limitado para restringir o uso do FSD, já que a Tesla continua apresentando as funções como um recurso em fase de testes, sob responsabilidade do motorista. Ainda assim, a empresa segue com planos ambiciosos de popularizar os carros autônomos em todo o país.

No Brasil, a situação é bem diferente. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ainda não permite a operação de veículos totalmente autônomos. Qualquer automóvel deve ter um condutor humano responsável pela direção. Algumas montadoras já realizam testes limitados de condução assistida, mas sempre sob supervisão direta.

Enquanto os EUA enfrentam desafios para conciliar inovação e segurança, o Brasil ainda busca criar um marco regulatório para o tema. Especialistas apontam que o país precisará definir padrões técnicos, protocolos de segurança e regras de responsabilidade civil antes de liberar testes ou comercialização em larga escala.

Assim, enquanto a Tesla tenta provar a confiabilidade de sua tecnologia diante de novas investigações, o Brasil observa de longe, acompanhando os desdobramentos internacionais para evitar erros e preparar um terreno mais seguro para o futuro da mobilidade autônoma.